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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Supra Insignificância

Em dado momento... num dia comum, andava cabisbaixo, resmungando e reclamando aos quatro cantos de como sofro, porque minha vida está assim e blá blá blá. Andando pelo centro da cidade com a cara mais carrancuda de que de costume, reparei em uma senhora que empurrava seu carrinho de materiais recicláveis na maior alegria. Esboçava um sorriso sem igual. Mais à frente topei com um mendigo que claro, estava maltrapilho, mas também não mostrava qualquer traço de tristeza, muito pelo contrário, mais uma vez, assim como a senhora estava risonho. Ainda carrancudo, enquanto conversava com uma amiga, disse a ela que tudo estava errado para mim e ela tentou a todo instante me fazer mudar de ideia até o ponto de ela revelar que havia acabado de perder um ente querido. Eu dei um puxão de orelha em mim mesmo pois qual o real motivo de eu estar reclamando? Tenho saúde, estudei, tenho família, nunca passei fome, tenho casa para morar...então porque raios estava reclamando? Depositamos valores nas coisas erradas...visamos primeiramente o lado vantajoso e financeiro das coisas (o ser humano é assim), quando na verdade nossos maiores bens e valores mal podemos medir em valor de moeda e os carregamos conosco pela vida toda.

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